Chegou o grande dia, dia em que acompanhei de perto todos os minutos a realização de um grande sonho da minha mãe. Agora sim ela é uma Maratonista!
Engraçado como os nossos sonhos surgem, se modificam e se aprimoram com o tempo. Quem diria que um dia ouviria da minha mãe em tão pouco tempo dizer que completar uma maratona era um sonho, tenho curiosidade nessas coisas, porque o meu sonho de completar uma maratona veio muito antes de começar a correr, e o dela não, veio depois de começar. E essa diferença não o fez menos ou mais importante que o meu, a emoção foi a mesma, a vontade de se superar foi a mesma, quem sabe até melhor, não sei. Só sei que delírios a parte, foi definitivamente um experiência intrigante e maravilhosa ir tão longe para completar uma maratona com ela independente dos meus objetivos pessoais sendo eu uma iniciante nesse mundo da corrida e não uma veterana experiente. A minha única experiência posso dizer que é a de tentar motivar, e foi isso que fiz ao longo de 42 Km, usei toda a minha pouca habilidade persuasiva (acho que é pouca) para mante-la mentalmente motivada e fisicamente bem.
Particularmete estava muito ansiosa e preocupada. Por sonseira minha aluguei um apartamento no quarto andar sem elevador, então posso dizer que pelas minhas contas um dia antes da prova subi o equivalente a um prédio de 12 andares, tentei poupar a minha mãe o máximo que pude, mas é claro que quem vai para Paris não faz uma Maratona e sim uma ultramaratona, já que a longa fila da entrega do Kits é inevitável, algo em torno de 2, 3 horas em pé um dia antes da prova no frio, sem contar as escadas dos metrôs, etc, etc. Já conhecia um pouco a cidade, então ai estava o motivo da minha apreensão. Mas tudo correu bem, mesmo um pouco cansada (queria ter ficado zero bala) minha mãe estava bem. No dia da prova, acordamos com um frio danado, algo entre 3 e 5 graus, tempo nublado e vento gelado e forte. Acormados as 7hs já que a largada era as 8:45 e estavamos apenas três estações do metrô da largada. Errei!!! Fui tarde!!!
Querendo nos poupar do frio, cheguei com apenas 45 minutos de antecedência da largada e não tinha estudado onde era os lockers para guardar o que tinha levado, errei 2 vezes (por não ter estudado onde ficava o bendito do negócio, e por ter levado a merda da mochila já que nunca carrego isso, deve ser por isso que não estudei onde ficava aquela coisa). Com a boa vontade de um brasileiro que me parecia falar muito bem francês, me ajudou e me indicou o caminho errado (sério, foi boa vontade mesmo, talvez ele não tivesse mesmo é senso de direção), resumo da ópera, larguei minha mãe num buraco na chique parede da Louis Vuitton para protege-la do frio e comecei a minha insana busca pelo bendito armário. Encurtando a história, me xinguei, xinguei a organização, chorei com frio, com medo da minha mãe perdei a largada e corri cerca de 30 minutos para achar o bendito armário que fica na chegada lá na P... Beleza, quando coloquei a mochila tinha 15 minutos para chegar até mamãe, dei um super sprint e quando percebi que ia dar tempo comecei a chorar de emoção a minha maratona parecia que acabava ali sem antes ao menos de começar, ela não perderia a largada. A encontrei encolhida tremendo de frio, sei que demorariamos muito para passar pelo pórtico mas perder o tiro da largada sem estar na sua posição psicologicamente faz mal.
O resto queridos, é o resto de uma longa corrida de 4h37 (meu tempo de Porto Alegre), começamos forte e nas minhas contas terminariamos com 4:15, mas ela sentiu e foi diminuindo, o objetivo era até 5hs, e chegamos juntas de mão dadas com 23 minutos de lambuja. Muitas descidas e subidas, pit stop no banheiro, vento forte, frio, 43.000 incriveis corredores, muita história para contar, muita superação e uma sensação de dever cumprido inegualável. Passar pela linha de chegada me fez mais uma vez perceber que tudo é possivel ao que crer.
Plagiando o grande amigo Ruy que citou Dean Karnazes segue a sitação que emociona e fez a minha mãe chorar diversas vezas após o grande feito:
"Cruzar a linha de chegada de uma maratona pela primeira vez é um momento com consequências para toda a vida. Ao fazê-lo, prova-se algo para si mesmo que jamais será tirado. Deixa o evento com sinais evidentes de que se é forte, jovial e corajoso. Uma coisa é imaginar que se tinha capacidade para correr uma maratona; outra bem diferente é saber por que o fez.
...
A coragem surge de diversas formas. Hoje você descobre a coragem para continuar tentando, par anão desistir, por mais terríveis que as coisas se tornem. E elas se tornarão terríveis. Na marca do quilômetro 40, você quase não conseguirá ver mais o percurso, a visão se torna vaga e vacilante ao mesmo tempo em que a mente oscila nos limites da consciência.
...
Sua explosão ao cruzar a linha de chegada, cheio de orgulho, para sempre livre da prisão da insegurança e das limitações autoimpostas que o mantiveram prisioneiro.
Você aprendeu mais sobre si mesmo nos últimos 42 quilômetros do que em qualquer outro dia de sua vida. Mesmo que não consiga andar mais tarde, você nunca foi tão livre. Completar uma maratona é mais do que apenas algo que se ganha; um maratonista é alguém em quem você se transforma. Enquanto estiver sendo ajudado na linha de chegada, mal conseguindo levantar a cabeça, você está em paz. Nenhuma luta, dúvida ou fracassos futuros podem remover o que você realizou hoje. Você fez o que poucos farão - o que pensou jamais conseguir fazer, e é o despertar mais glorioso e inesquecível. Você é um maratonista e usará essa distinção não na lapela, mas no coração, para o resto da vida"
É sim, foi assim, com apenas 3 longões acima de 21 km eu vi minha mãe como presente de 50 anos ganhar uma distinção de maratonista no coração, e a medalha foi só para representar a força de uma mulher que saiu de muito longe para chegar onde chegou. Sempre lutou e não desiste de uma batalha quando o objetivo é realizar um grande sonho.
Mostrando postagens com marcador 42 KM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 42 KM. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 25 de abril de 2012
domingo, 20 de novembro de 2011
K42 Villa La Angustura - La Final
Mais uma vez não sei como começar, poderia começar fazendo um suspense e falar dos voos e depois da corrida. Poderia ir direto ao resultado final, sei lá. Na verdade não tinha começado esse post ainda justamente porque não conseguia desenvolver nada além de "FOI TUDO PERFEITO".
Pois foi, não gosto de usar a palavra perfeição porque ela me deixa desconfortável mas não conseguia pensar em outra coisa e o tempo ia passando e fiquei preocupada em deixar para trás um registro tão importante. Em conversas de divã, sempre controlo tudo, e nessa viagem, nada, mas nada mesmo estava sob meu controle, tudo foi uma surpresa, e que bom ser surpreendida, nem sei quando foi a última vez que permiti isso. E graças a Deus todas as surpresas foram boas, também eu tinha uma torcida enorme por aqui, valeu torcida!!!
Os vôos, foram super certos e encaixados. Em um dos 3 vôos de ida conheci o João Javera e sua esposa e o Giliard todos com uma mega experiência e eu lá com as minhas humildes 2 maratonas rs. Em Esquel pegamos um ônibus por 300 km até Bariloche (umas 4 horas) e lá consegui uma última vaga numa Van para Villa (+100 km) de um lado do banco o Giliard e o do outro a Rosália (Ganhadores do K42 de Bombinhas) muitas dicas e muita sorte para mim ;) .... e pensar que foram noites sem dormir me perguntando se iria chegar e tudo estava dando assim, tudo mais que certo. A Van por R$ 75,00 reais me deixou na porta do hotel, 5.000 km de sucesso. O meu foi o ultimo voo que chegou em Esquel, todos os outros foram cancelados, muitos brasileiros tiveram que voltar sem ao menos chegar até a prova.
Hospedagem nota 10. O casal de amigos que fiz pelo Facebook nota 1000 já estavam por lá e foram uma super companhia nos passeios, congresso técnico, jantares, almoços e etc.
E vamos ao que interessa, a prova.
As montanhas ficavam lá o tempo todo me encarando e eu fingia não perceber, elas eram grandes demais para mim.
Na noite anterior o vulcão resolveu fazer sua pior manifestação desde o dia 04 de junho e fechou o tempo com cinzas. Já não se enxergava mais nada. Acordamos no dia da prova e continuavamos sem enxergar nada. E eu juro, não pensava em nada... acho que o gluten me drogou (depois de tantos meses sem ele) não pensava em nada, só levantei, tomei café, arrumei minha mochila, fui para a prova, para a largada e peeeemmmmmmmm....
Todos saíram como malucos... e eu continuava sem pensar rs...
Com 1km de prova já subíamos, com 1,5km primeiro rio a ser atrevassado e eu vi os argentinos como malucos passando pelo rio gelado e eu avistei uma pontezinha não pensei duas vezes passei por ela e me livrei do rio. Lá pelo km 3 outro rio e ai meu bem, sem ponte, água gelada até a canela, por essa eu não esperava... muita terra no tenis com agua gelada logo no inicio não significava um bom sinal.
E começaram as subidas fortes e a fila indiana de caminhada. Se um caísse, pronto, Strike!
Na minha frente tinha 4 brasleiros que já davam sinais de cansaço e diziam ser maratonistas abaixo de 4hs. Eles começaram falando que iam fazer abaixo de 7hs e pensei - arrumei companhia... antes de chegar aos 10 km eles já estavam mortos e começaram a falar acima de 8hs e pensei - Tô fora... posso até chegar com esse tempo, mas antes vou tentar me aproximar de 7hs... ali começou meu desespero... Na primeira descida vi as Argentinas voando por cima deles e as acompanhei.
Cheguei no posto de hidratação com uma coisa na cabeça, estou com o grupo de 8hs meu Deus!!! rs preciso me adiantar...
quase duas horas de prova, vi umas laranjas e fui em 4 gomos como se estivesse vindo da etiópia, me assustei comigo! Mas queria ser o mais rápido possível porque precisava me adiantar para sair desse grupo.
Ali começava minha longa jornada sozinha. Gosto de gente de conversa, mas também gosto da solidão, e vamos lá, já tinha conversado que chega, agora era concentração. Percebi que fui alvo muitas vezes e odeio ser alvo em corrida. Como estava com objetivo de sair daquela zona tinha que ultrapassar algumas pessoas quando o percurso permitia, mas ninguém gostava disso. Relaxei e fui.
Com 20 km e mais ou menos 3h05 minutos comecei a sonhar com 6:30 de prova, e isso meu deu um gás e muitospensamentos bons, mas foi só uma doce ilusão, as coisas iam ficando cada vez mais dificies.
Com 25 km desisti, já realizava abaixo de 7hs, tinha km que levava 20 minutos para completar. Em momentos algum dimunui meu ritmo, ele só melhora, o percurso que piorava.
Com 30 km já queria qualquer coisa abaixo de 8hs rsrs. Já tinha mais de 6hs de corrida e ainda faltava a pior subida e mais 12 km. Essa fase acho que é a crítica. Parei de pensar, como diz a minha amiga de Floripa - espasmo cerebral. Tirei minha ultima foto, fiz meu ultimo video e nem lembrei que tinha máquina fotográfica mais. Só subia, só subia, e eles ainda aumentaram o percurso de subida, foi até o km 35. Foi uma surpresa os ultimos 300 metros. Quando fiz uma curva e encarei o último trecho coloquei a mão no joelho pela primeira vez para respirar, raciocinar não mais, meu gps tinha parado com 6hs, não fazia a menor idéia de quanto tempo estava, só queria chegar e chegar abaixo de 8hs. Quando vi a descida desanimei rs, não tinha perna mais, dei 10 passos sem correr e pensei, não! Vamos! Vamos! Vamos! Está acabando! Vamos! Vamos! Voltei a correr. E continuei sozinha e ultrapassando algumas pessoas distantes ao longo do caminho.
Muitos já caminhavam, muitos intervalavam, e eu corria, trotava, sei lá... Foi assim, pirambeiras abaixo sempre até o km 39 quando as coisas melhoram com subidas e descidas doloridas mas mais leves.
As descidas me doeram mais do que as subidas (até porque a maioria subia andando rsrsrsrs credo! nem dava para correr rs).
Juro, eu sabia que ia ser dificil, mas assim não rs.
Nos últimos 500 metros tinha um grupo de umas 10 pessoas comigo, pelos quais eu tinha me aproximado, aquilo me agoniou, a euforia me tomou, avistei meus amigos de floripa, vi a curva de chegada e ainda tive fôlego para dar aquele sprint final e largar o povo para trás. Inesquecível. Ráaa!!! Cheguei e GRITEI!!! GRITEI MUITO!!!
7H20 de prova. Eu acho que foi uma maratona com gostinho de ultra, suada, dolorida, mas a melhor, a melhor de todas dores. Cada uma delas teve um sabor especial, mas essa tive que vencer muita coisa para concluir. E aqui estou, não quero esquecer nunca cada minutinho que passei por lá. Muitos obstáculos, todos vencidos, Glória a Deus!
Ahh e os brasileiros que iriam chegar com 8hs, realmente chegaram com 8h10, valeu minha prova solitária ;)
Coleciono conselhos, e tento ser a minha melhor referência. Até porque a minha melhor referência já morreu por mim e você ;)
Todo mundo pronto?

Esse é "O Cara", quase 100 maratonas, muitas ultras e disse que fiz a Maratona mais dificil que ele já fez. Recebi tantos parabéns dele que nem tive como duvidar que foi um bom tempo para a minha primeira Cross

Se um tropeçar, Strike!

Situação de risco para um desajeitada como eu

Chegando - sprint final

Meu suado prato de lentilha da chegada

Aí está, medalha e a primeira camisa de Finisher da minha vida
Pois foi, não gosto de usar a palavra perfeição porque ela me deixa desconfortável mas não conseguia pensar em outra coisa e o tempo ia passando e fiquei preocupada em deixar para trás um registro tão importante. Em conversas de divã, sempre controlo tudo, e nessa viagem, nada, mas nada mesmo estava sob meu controle, tudo foi uma surpresa, e que bom ser surpreendida, nem sei quando foi a última vez que permiti isso. E graças a Deus todas as surpresas foram boas, também eu tinha uma torcida enorme por aqui, valeu torcida!!!
Os vôos, foram super certos e encaixados. Em um dos 3 vôos de ida conheci o João Javera e sua esposa e o Giliard todos com uma mega experiência e eu lá com as minhas humildes 2 maratonas rs. Em Esquel pegamos um ônibus por 300 km até Bariloche (umas 4 horas) e lá consegui uma última vaga numa Van para Villa (+100 km) de um lado do banco o Giliard e o do outro a Rosália (Ganhadores do K42 de Bombinhas) muitas dicas e muita sorte para mim ;) .... e pensar que foram noites sem dormir me perguntando se iria chegar e tudo estava dando assim, tudo mais que certo. A Van por R$ 75,00 reais me deixou na porta do hotel, 5.000 km de sucesso. O meu foi o ultimo voo que chegou em Esquel, todos os outros foram cancelados, muitos brasileiros tiveram que voltar sem ao menos chegar até a prova.
Hospedagem nota 10. O casal de amigos que fiz pelo Facebook nota 1000 já estavam por lá e foram uma super companhia nos passeios, congresso técnico, jantares, almoços e etc.
E vamos ao que interessa, a prova.
As montanhas ficavam lá o tempo todo me encarando e eu fingia não perceber, elas eram grandes demais para mim.
Na noite anterior o vulcão resolveu fazer sua pior manifestação desde o dia 04 de junho e fechou o tempo com cinzas. Já não se enxergava mais nada. Acordamos no dia da prova e continuavamos sem enxergar nada. E eu juro, não pensava em nada... acho que o gluten me drogou (depois de tantos meses sem ele) não pensava em nada, só levantei, tomei café, arrumei minha mochila, fui para a prova, para a largada e peeeemmmmmmmm....
Todos saíram como malucos... e eu continuava sem pensar rs...
Com 1km de prova já subíamos, com 1,5km primeiro rio a ser atrevassado e eu vi os argentinos como malucos passando pelo rio gelado e eu avistei uma pontezinha não pensei duas vezes passei por ela e me livrei do rio. Lá pelo km 3 outro rio e ai meu bem, sem ponte, água gelada até a canela, por essa eu não esperava... muita terra no tenis com agua gelada logo no inicio não significava um bom sinal.
E começaram as subidas fortes e a fila indiana de caminhada. Se um caísse, pronto, Strike!
Na minha frente tinha 4 brasleiros que já davam sinais de cansaço e diziam ser maratonistas abaixo de 4hs. Eles começaram falando que iam fazer abaixo de 7hs e pensei - arrumei companhia... antes de chegar aos 10 km eles já estavam mortos e começaram a falar acima de 8hs e pensei - Tô fora... posso até chegar com esse tempo, mas antes vou tentar me aproximar de 7hs... ali começou meu desespero... Na primeira descida vi as Argentinas voando por cima deles e as acompanhei.
Cheguei no posto de hidratação com uma coisa na cabeça, estou com o grupo de 8hs meu Deus!!! rs preciso me adiantar...
quase duas horas de prova, vi umas laranjas e fui em 4 gomos como se estivesse vindo da etiópia, me assustei comigo! Mas queria ser o mais rápido possível porque precisava me adiantar para sair desse grupo.
Ali começava minha longa jornada sozinha. Gosto de gente de conversa, mas também gosto da solidão, e vamos lá, já tinha conversado que chega, agora era concentração. Percebi que fui alvo muitas vezes e odeio ser alvo em corrida. Como estava com objetivo de sair daquela zona tinha que ultrapassar algumas pessoas quando o percurso permitia, mas ninguém gostava disso. Relaxei e fui.
Com 20 km e mais ou menos 3h05 minutos comecei a sonhar com 6:30 de prova, e isso meu deu um gás e muitospensamentos bons, mas foi só uma doce ilusão, as coisas iam ficando cada vez mais dificies.
Com 25 km desisti, já realizava abaixo de 7hs, tinha km que levava 20 minutos para completar. Em momentos algum dimunui meu ritmo, ele só melhora, o percurso que piorava.
Com 30 km já queria qualquer coisa abaixo de 8hs rsrs. Já tinha mais de 6hs de corrida e ainda faltava a pior subida e mais 12 km. Essa fase acho que é a crítica. Parei de pensar, como diz a minha amiga de Floripa - espasmo cerebral. Tirei minha ultima foto, fiz meu ultimo video e nem lembrei que tinha máquina fotográfica mais. Só subia, só subia, e eles ainda aumentaram o percurso de subida, foi até o km 35. Foi uma surpresa os ultimos 300 metros. Quando fiz uma curva e encarei o último trecho coloquei a mão no joelho pela primeira vez para respirar, raciocinar não mais, meu gps tinha parado com 6hs, não fazia a menor idéia de quanto tempo estava, só queria chegar e chegar abaixo de 8hs. Quando vi a descida desanimei rs, não tinha perna mais, dei 10 passos sem correr e pensei, não! Vamos! Vamos! Vamos! Está acabando! Vamos! Vamos! Voltei a correr. E continuei sozinha e ultrapassando algumas pessoas distantes ao longo do caminho.
Muitos já caminhavam, muitos intervalavam, e eu corria, trotava, sei lá... Foi assim, pirambeiras abaixo sempre até o km 39 quando as coisas melhoram com subidas e descidas doloridas mas mais leves.
As descidas me doeram mais do que as subidas (até porque a maioria subia andando rsrsrsrs credo! nem dava para correr rs).
Juro, eu sabia que ia ser dificil, mas assim não rs.
Nos últimos 500 metros tinha um grupo de umas 10 pessoas comigo, pelos quais eu tinha me aproximado, aquilo me agoniou, a euforia me tomou, avistei meus amigos de floripa, vi a curva de chegada e ainda tive fôlego para dar aquele sprint final e largar o povo para trás. Inesquecível. Ráaa!!! Cheguei e GRITEI!!! GRITEI MUITO!!!
7H20 de prova. Eu acho que foi uma maratona com gostinho de ultra, suada, dolorida, mas a melhor, a melhor de todas dores. Cada uma delas teve um sabor especial, mas essa tive que vencer muita coisa para concluir. E aqui estou, não quero esquecer nunca cada minutinho que passei por lá. Muitos obstáculos, todos vencidos, Glória a Deus!
Ahh e os brasileiros que iriam chegar com 8hs, realmente chegaram com 8h10, valeu minha prova solitária ;)
Coleciono conselhos, e tento ser a minha melhor referência. Até porque a minha melhor referência já morreu por mim e você ;)
Todo mundo pronto?

Esse é "O Cara", quase 100 maratonas, muitas ultras e disse que fiz a Maratona mais dificil que ele já fez. Recebi tantos parabéns dele que nem tive como duvidar que foi um bom tempo para a minha primeira Cross

Se um tropeçar, Strike!

Situação de risco para um desajeitada como eu

Chegando - sprint final

Meu suado prato de lentilha da chegada

Aí está, medalha e a primeira camisa de Finisher da minha vida
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Maratona de Porto Alegre 2011
E vamos lá para segunda maratona... Fui parar em Porto Alegre em busca de diversão, tentar melhorar meu tempo e me firmar um pouco mais como maratonista.
Assim que chegamos na sexta-feira a temperatura começou a aumentar. No sabado tive informações que a temperatura poderia chegar a 30 graus. É não dava para contar com o tempo frio então tentei não pensar nisso. Estava com uma galera legal e a familia toda reunida. Encontramos amigos e nos reunimos em lugares legais.
Agora vamos lá, domingão, dia 23 de maio e 42.195 metros pela frente. Confesso que confessei para o professor minutos antes da prova que queria muito adiar mais uma semaninha. Mas não dá né? eu sei... foi só uma draminha básico.
Bem, já na largada vi que tinha pouco mais que 200 mulheres na largada, me assustei!!! Mulherada, maratona não mata, vamos lá participar! Quando dei por mim a largada foi dada, o pace da minha prova seria 6:30 e a mulherada disparou logo no inicio... gente, que loucura, bateu um desespero. Largamos 15 minutos antes dos homens e não tinha uma mulher atrás de mim, estavam todas a frente - TUDO começou aqui. Respirei e abstrai o fato de estar por último, porque isso durou apenas 15 minutos. Depois os homens começaram a passar como uns loucos por mim.
Todo o percurso na minha cabeça era para ser plano, mas não foi. A altimetria me matou, subia e descia pequenas ladeiras a todo o instante.
O clima era para ser frio, mas foi quente, muito quente. Com 3 horas de prova a temperatura passava de 25 graus. Mas para mim, a altimetria ainda parecia a pior arte já que não contava com ela.
Corri bem a primeira metade apesar disso, terminei os 21 km com 2:13, fiz uns cálculos básicos e vi que poderia ficar abaixo de 4:30. Mas meu joelho que já tinha reclamdo no km 12, começou a gritar de dor, aí lembrei de uma palestra que assisti no sábado onde disseram que a dor vem, mas pode sumir, então sai fora dor. Mas diminui um pouco o pace para não me arrebentar... as ladeirinhas continuaram, no km 30 ganhei uma batatinha da assessoria Run & fun de SP (valeu Daniel), tava bem salgadinha, foi bom que tirou o gosto doce do carb up (enjoei dessa porqueira, vou ter que mudar de marca). Tá, depois do km 30 vieram os 2 kms mais longos da prova, não virava 32 nunca... a maioria do pessoal que eu ultrapassava estava andando nesta etapa, se você não tiver cabeça se arrebenta.
Aqui a coisa estava preta, tão preta que tive vontade de desistir, só não fiz isso porque tinha sido caro chegar até aqui. Para melhorar resolvi fazer a prova de 100 em 100 metros, alem de contar os postes de iluminação. Sério na minha cabeça eu ficava só assim - só mais 100 metros katryny, vamos lá, só mais 100. E assim eu consegui chegar no 38, sempre quando falta 4 km minha cabeça melhora, aí foi só correr para o abraço.
Consegui terminar a prova em 4:37:53 - 16 minutos a menos que a primeira. Não chorei, mas vibrei como nunca. Digamos que a primeira maratona foi na base setimental, uma vontade de ser maratonista maior do que tudo. E a segunda foi raça, foi pedreira, a vibração foi saber que mesmo com o excelente resultado do ano passado eu poderia melhorar ainda mais meu tempo. A chegada foi sensacional. Depois que acaba você pensa, valeu cada minuto de dor!!! É melhor valer mesmo porque ela perdura uns 5 dias rs.
Fazendo um balanço geral, a do Rio foi mais gostosa, mais tranquila já que eu não tinha compromisso de tempo, só queria chegar correndo, o clima também estava mais fresco. Essa aqui eu fui minha pior adversária, queria diminuir meu tempo, mas não sabia que isso poderia doer. Doeu e foi bom, se fosse fácil eu não estava nesta.
Confesso também que vi muita gente no sul correndo de bermuda de bunda (aquela do ciclismo) e como semana que vem tem o iron man de Floripa me deu uma vontadeee de fazer um (vontade dá e passa??? tomara, porque nao tenho juizo)...
Medalha no peito e na lembrança o grito de uma senhora no final do percurso - DEPOIS DE UMA MARATONA VOCÊ PODE TUDO!!! E não é que as vezes me pego pensando nisso, ter medo do que e porque?
Valeu amigos blogueiros pela torcida, também terminei a prova pensando em vocês, nao podia fazer feio né??
Ingrid, nao te encontrei :(
Encontrei os amigos Baleias (que sempre deixam a prova mais bonita), o Júlio Pernanbucano que deixa a prova mais vibrante e a Lia. É bom encontrar amigos.
Ahh não poderia deixar de colocar aqui a torcida do hotel, que antes de sair ao inves de me desejar boa sorte, me desejaram Sucesso!!! Me ensinaram que boa sorte é para os incompetentes, aprendeu?? gostei disso, o duro é mudar o hábito.
antes da prova - aqui o grande azarão do dia, papai que foi para correr 21 km, acabou fazendo 42.298 metros em 3:57 sem treinar mais que 18 kms. SENSACIONAL!!! roubou a cena.

depois da prova

medalha no peito
Assim que chegamos na sexta-feira a temperatura começou a aumentar. No sabado tive informações que a temperatura poderia chegar a 30 graus. É não dava para contar com o tempo frio então tentei não pensar nisso. Estava com uma galera legal e a familia toda reunida. Encontramos amigos e nos reunimos em lugares legais.
Agora vamos lá, domingão, dia 23 de maio e 42.195 metros pela frente. Confesso que confessei para o professor minutos antes da prova que queria muito adiar mais uma semaninha. Mas não dá né? eu sei... foi só uma draminha básico.
Bem, já na largada vi que tinha pouco mais que 200 mulheres na largada, me assustei!!! Mulherada, maratona não mata, vamos lá participar! Quando dei por mim a largada foi dada, o pace da minha prova seria 6:30 e a mulherada disparou logo no inicio... gente, que loucura, bateu um desespero. Largamos 15 minutos antes dos homens e não tinha uma mulher atrás de mim, estavam todas a frente - TUDO começou aqui. Respirei e abstrai o fato de estar por último, porque isso durou apenas 15 minutos. Depois os homens começaram a passar como uns loucos por mim.
Todo o percurso na minha cabeça era para ser plano, mas não foi. A altimetria me matou, subia e descia pequenas ladeiras a todo o instante.
O clima era para ser frio, mas foi quente, muito quente. Com 3 horas de prova a temperatura passava de 25 graus. Mas para mim, a altimetria ainda parecia a pior arte já que não contava com ela.
Corri bem a primeira metade apesar disso, terminei os 21 km com 2:13, fiz uns cálculos básicos e vi que poderia ficar abaixo de 4:30. Mas meu joelho que já tinha reclamdo no km 12, começou a gritar de dor, aí lembrei de uma palestra que assisti no sábado onde disseram que a dor vem, mas pode sumir, então sai fora dor. Mas diminui um pouco o pace para não me arrebentar... as ladeirinhas continuaram, no km 30 ganhei uma batatinha da assessoria Run & fun de SP (valeu Daniel), tava bem salgadinha, foi bom que tirou o gosto doce do carb up (enjoei dessa porqueira, vou ter que mudar de marca). Tá, depois do km 30 vieram os 2 kms mais longos da prova, não virava 32 nunca... a maioria do pessoal que eu ultrapassava estava andando nesta etapa, se você não tiver cabeça se arrebenta.
Aqui a coisa estava preta, tão preta que tive vontade de desistir, só não fiz isso porque tinha sido caro chegar até aqui. Para melhorar resolvi fazer a prova de 100 em 100 metros, alem de contar os postes de iluminação. Sério na minha cabeça eu ficava só assim - só mais 100 metros katryny, vamos lá, só mais 100. E assim eu consegui chegar no 38, sempre quando falta 4 km minha cabeça melhora, aí foi só correr para o abraço.
Consegui terminar a prova em 4:37:53 - 16 minutos a menos que a primeira. Não chorei, mas vibrei como nunca. Digamos que a primeira maratona foi na base setimental, uma vontade de ser maratonista maior do que tudo. E a segunda foi raça, foi pedreira, a vibração foi saber que mesmo com o excelente resultado do ano passado eu poderia melhorar ainda mais meu tempo. A chegada foi sensacional. Depois que acaba você pensa, valeu cada minuto de dor!!! É melhor valer mesmo porque ela perdura uns 5 dias rs.
Fazendo um balanço geral, a do Rio foi mais gostosa, mais tranquila já que eu não tinha compromisso de tempo, só queria chegar correndo, o clima também estava mais fresco. Essa aqui eu fui minha pior adversária, queria diminuir meu tempo, mas não sabia que isso poderia doer. Doeu e foi bom, se fosse fácil eu não estava nesta.
Confesso também que vi muita gente no sul correndo de bermuda de bunda (aquela do ciclismo) e como semana que vem tem o iron man de Floripa me deu uma vontadeee de fazer um (vontade dá e passa??? tomara, porque nao tenho juizo)...
Medalha no peito e na lembrança o grito de uma senhora no final do percurso - DEPOIS DE UMA MARATONA VOCÊ PODE TUDO!!! E não é que as vezes me pego pensando nisso, ter medo do que e porque?
Valeu amigos blogueiros pela torcida, também terminei a prova pensando em vocês, nao podia fazer feio né??
Ingrid, nao te encontrei :(
Encontrei os amigos Baleias (que sempre deixam a prova mais bonita), o Júlio Pernanbucano que deixa a prova mais vibrante e a Lia. É bom encontrar amigos.
Ahh não poderia deixar de colocar aqui a torcida do hotel, que antes de sair ao inves de me desejar boa sorte, me desejaram Sucesso!!! Me ensinaram que boa sorte é para os incompetentes, aprendeu?? gostei disso, o duro é mudar o hábito.
antes da prova - aqui o grande azarão do dia, papai que foi para correr 21 km, acabou fazendo 42.298 metros em 3:57 sem treinar mais que 18 kms. SENSACIONAL!!! roubou a cena.

depois da prova

medalha no peito
domingo, 18 de julho de 2010
Maratona do Rio - 18 de julho de 2010
Será que eu já tenho condições de descrever o que me aconteceu nas últimas 24 horas? foram muitas emoções mas eu vou tentar.
Noite anterior: Tudo começou ontem no restaurante La Mole em Botafogo, galera linda reunida cheia de expecativas para prova, o grupo estava dividido entre provas de 6 KM, 21 KM e os 42 KM.
No restaurante encontrei a equipe Baleias e o Júlio Cordeiro. Estou começando a conhecer todos os meu amigos virtuais rs. Jantamos cedo e 9 horas da noite já estava no hotel com dor na panturrilha e não tinha nenhuma remédio para dor muscular, aí, tomei um Arcoxia (era a unica coisa que tinha, meu ortopedista se descobrir desiste de mim com toda essa automedicação).
Jantar com a Galera Marcos Falcon


Miguel - Equipe Baleias

Madrugada: Estava tão tranquila (de dar medo) que achei que ia apagar e dormir. Engano meu. Olhava no relógio de meia em meia hora e quando deu 4 da manhã desliguei o despertador para ele não me pertubar. Levantei e comecei a me arrumar. O café do hotel não rolou por causa do horário, comi uma banana, dois piraquê de gergelim, meio Red Bull e vitamina C (quer dizer o de sempre nos longões, nao consigo comer muito pela manhã).
Manhã: Saimos as 6 do hotel numa caravana de taxis rs, cada um para um lugar e chegamos às 6h50 no ponto de partida Praia da Macumba (Credo!!!)
A prova: Na largada quando o professor me deixou lá atrás e foi com os meninos mais para frente para que eu não fosse atropelada me senti sozinha e com vontade de chorar kkkk (me lembrou o meu primeiro emprego ao 16 anos quando meu pai me deixou na porta) mas logo avistei os Baleias que tiraram uma foto comigo e me acalmaram. Na largada você dá uma voltinha de 3 KM passando pelo mesmo lugar, vi a galera voando já no incio e eu tartarugando, ali juro, fiquei com vontade de desistir, pensei, loucura loucura estar aqui, será que estou preparada? mas aí né lembrei de todo o apoio da galera e que... ajoelhou tem que rezar, vamos embora!
No km 11 fiz uma amizade com uma braziliense chamada Andreia (primeira maratona também e estava programando o mesmo tempo que eu) mas logo no KM 25 ela diminui o ritmo e nos afastamos.
A passagem no Tunel do Joá ninguém fez barulho, o povo, acho eu, já estava cansado, já tinha gente andando, então sozinha mesmo rsrsr o grito ecoou (não podia perder a oportunidade). Aqui estava bem, cabeça, pernas e respiração. Estava ansiosa para encontrar a Thais no Leblon, então a subida da Niemayer foi relativamente tranquila, passei muita gente ali.
No Leblon minha amiga estava lá me esperando, ela tirou foto e correu um pouquinho comigo. Valeu amiga, ajudou o tempo a passar mais rápido.
Bem depois daqui só a cabeça funcionava, porque perna eu não tinha mais, depois que passei dos 32, 34, repetia a cada segundo "A VONTADE DE SER MARATONISTA É MAIOR QUE A DOR QUE ESTOU SENTINDO" "EU VOU CONSEGUIR" "EU VOU CHEGAR" "EU PRECISO CHEGAR".
Depois do 34 a contagem regressiva começou de 100 em 100 metros: Leblon, Ipanema, Copacabana e derrepente vi meu pai de longe (não acreditei, ele tinha corrido os 21 KM num tempo super bom e voltou 5 KM para me buscar) comecei a chorar claro (a corrida é uma das poucas coisas que me fazem chorar rs). Foi Guerreiro, porque estava aumentando o ritmo e ele correu comigo (comecei a prova com um pace de 7:00 7:20 e estava terminando com um ritmo de 6:00 6:30).
O choro da chegada foi inevitável quando abracei mamãe

Treinador e Bem Treinados (todos fizeram abaixo do tempo esperado)

Não posso dizer que foi tranquilo, mas estava preparada para sofrer mais no final (descobri que tenho uma cabeça otima). Quase no final faltando 1 KM meu treinador estava me esperando e corremos juntos, eu, papai, Marquinhos, e o Richard cruzamos a linha de chegada juntos. Caracas, uma das maiores emoções da minha vida. Tinha uma galera que estava há mais de 3 horas me esperando, correram junto comigo no km final e depois pularam a barreira de ferro e me encontraram na entrega de chips, não tinha segurança suficiente para barrar aquilo tudo rsrs.
Parte da galera que pulou a cerca para terminar a prova comigo

Bem, não dá pra descrever tudo que se passou, lendo assim parece que foi fácil, mas teve muito vento contra, muita gente andando no final (desestimula e estimula ao mesmo tempo), muita dor na perna, sinais de bolha. Mas pelo menos o clima estava agradável, nublado com cerca de 20 graus.
Agora tudo é festa estou em casa de pernas para o ar no sofá esperando a dor passar. Sem querer ser hipocondriaca mas já tomei um Tandrilax, dorflex e um remédinho para dormir e nada da dor passar e o sono chegar.
Então vou aproveitar o tempo para agradecer a TODOS que me acompanharam nesta gostosa loucura:
- a Deus que me deu saúde e disciplina para realizar meu sonho, mesmo não sendo merecedora de tanto amor. Toda honra e toda Glória seja dada a Ele.
- Minha família que no início achou uma loucura e me provaram para ver se era realmente isso que eu queria. Depois que disse sim, me deram apoio total. Inclusive indo ao Rio comigo. Os que não foram estavam 100% comigo em pensamento.
- A meu grande incentivador: Treinador Marcos Falcon. Ele que me mostrou que era possível correr uma maratona que não iria me arrepender. Não posso negar que ele foi muito duro comigo, mas só funciono na porrada rsrs. Você e suas planilhas foram nota 10 profs.
- A minha Personal Emmily Galvão que há 5 anos luta comigo, me pegou numa fase que odiava exercício e me deu todo o apoio.
- A Melissa e Elisa que compartilharam alguns longões comigo, fazendo até algumas loucuras de correr debaixo de pé d'agua, começar a correr mais tarde para finalizar comigo e até deixar de ir a baladas na sexta.
- A meus amigos que entenderam minha vida social teve que diminui nos últimos meses e que continuaram me amando e torcendo por mim rs.
- Meu amigos blogueiros que dedicam parte do seu tempo para comentar e dar o maior incentivo. Isso foi esscencial. Todos os post's e mensagens. E aqueles que tive oportunidade de conhecer possso dizer que foi algo quase sobrenatural rs. ESpero um dia ter oportunidade de conhecer todos.
- Não quero esqucer de ninguém então pode reclamar se não foi citado, ainda estou sob efeito da endorfina :)
Amiga querida que me encontrou no Leblon e ainda correu comigo. Orgulho!!!

Abraço dos amigos na chegada não tem preço

Parte da Galera - ao fundo Pão de Açucar

Resultado Final: Não me arrependo nenhum um segundo, faria tudo de novo quantas vezes fossem necessários. Aprendi muito, machuquei muito (quedas com marcas eternas), chorei, ri, briguei, brinquei, amei, apaixonei, me decepcionei, preguicei, e fui forte o suficiente para conseguir o que eu queria.
Quero deixar um recado, nada é impossível, tudo depende apenas de você não importa sua consição fisica, até cadeirantes tem vez. Não é fácil, mas AS MAIORES VITÓRIAS SUGEM NOS MOMENTOS MAIS DIFICIES. CORRA ATRÁS DOS SEU SONHOS MESMO QUE PAREÇAM IMPOSSÍVEIS E DISTANTES. TUDO É POSSIVEL COM DISCIPLINA E DETERMINAÇÃO.
Fiz em 4h53. Depois posto os dados Garminicos.
E quanto ao amanhã, eu penso amanhã ;)
Ps: Encontrei o Jorge Ultramaratonista antes da largada e almocei com o Ailton.
Ps 2: Putz nunca tomei tanto Carb up na vida. Não quero ver aquele troço tão cedo. Foram uns 7 arrrg... coisa horrora... e eu achava tão gostoso.
Quase 2 da manhã, vou para cama que apesar de tudo isso meu chefe (pai) é carrasco e não permite faltar ao trabalho. Só estou com medo de domir e não acordar mais rsrs.
AMIGOS, VAMOS FAZER PARTE DO SELETO GRUPO DE MARATONISTAS NO BRASIL. FORÇA QUE VALE PENA!!!
Noite anterior: Tudo começou ontem no restaurante La Mole em Botafogo, galera linda reunida cheia de expecativas para prova, o grupo estava dividido entre provas de 6 KM, 21 KM e os 42 KM.
No restaurante encontrei a equipe Baleias e o Júlio Cordeiro. Estou começando a conhecer todos os meu amigos virtuais rs. Jantamos cedo e 9 horas da noite já estava no hotel com dor na panturrilha e não tinha nenhuma remédio para dor muscular, aí, tomei um Arcoxia (era a unica coisa que tinha, meu ortopedista se descobrir desiste de mim com toda essa automedicação).
Jantar com a Galera Marcos Falcon
Miguel - Equipe Baleias
Madrugada: Estava tão tranquila (de dar medo) que achei que ia apagar e dormir. Engano meu. Olhava no relógio de meia em meia hora e quando deu 4 da manhã desliguei o despertador para ele não me pertubar. Levantei e comecei a me arrumar. O café do hotel não rolou por causa do horário, comi uma banana, dois piraquê de gergelim, meio Red Bull e vitamina C (quer dizer o de sempre nos longões, nao consigo comer muito pela manhã).
Manhã: Saimos as 6 do hotel numa caravana de taxis rs, cada um para um lugar e chegamos às 6h50 no ponto de partida Praia da Macumba (Credo!!!)
A prova: Na largada quando o professor me deixou lá atrás e foi com os meninos mais para frente para que eu não fosse atropelada me senti sozinha e com vontade de chorar kkkk (me lembrou o meu primeiro emprego ao 16 anos quando meu pai me deixou na porta) mas logo avistei os Baleias que tiraram uma foto comigo e me acalmaram. Na largada você dá uma voltinha de 3 KM passando pelo mesmo lugar, vi a galera voando já no incio e eu tartarugando, ali juro, fiquei com vontade de desistir, pensei, loucura loucura estar aqui, será que estou preparada? mas aí né lembrei de todo o apoio da galera e que... ajoelhou tem que rezar, vamos embora!
No km 11 fiz uma amizade com uma braziliense chamada Andreia (primeira maratona também e estava programando o mesmo tempo que eu) mas logo no KM 25 ela diminui o ritmo e nos afastamos.
A passagem no Tunel do Joá ninguém fez barulho, o povo, acho eu, já estava cansado, já tinha gente andando, então sozinha mesmo rsrsr o grito ecoou (não podia perder a oportunidade). Aqui estava bem, cabeça, pernas e respiração. Estava ansiosa para encontrar a Thais no Leblon, então a subida da Niemayer foi relativamente tranquila, passei muita gente ali.
No Leblon minha amiga estava lá me esperando, ela tirou foto e correu um pouquinho comigo. Valeu amiga, ajudou o tempo a passar mais rápido.
Bem depois daqui só a cabeça funcionava, porque perna eu não tinha mais, depois que passei dos 32, 34, repetia a cada segundo "A VONTADE DE SER MARATONISTA É MAIOR QUE A DOR QUE ESTOU SENTINDO" "EU VOU CONSEGUIR" "EU VOU CHEGAR" "EU PRECISO CHEGAR".
Depois do 34 a contagem regressiva começou de 100 em 100 metros: Leblon, Ipanema, Copacabana e derrepente vi meu pai de longe (não acreditei, ele tinha corrido os 21 KM num tempo super bom e voltou 5 KM para me buscar) comecei a chorar claro (a corrida é uma das poucas coisas que me fazem chorar rs). Foi Guerreiro, porque estava aumentando o ritmo e ele correu comigo (comecei a prova com um pace de 7:00 7:20 e estava terminando com um ritmo de 6:00 6:30).
O choro da chegada foi inevitável quando abracei mamãe
Treinador e Bem Treinados (todos fizeram abaixo do tempo esperado)
Não posso dizer que foi tranquilo, mas estava preparada para sofrer mais no final (descobri que tenho uma cabeça otima). Quase no final faltando 1 KM meu treinador estava me esperando e corremos juntos, eu, papai, Marquinhos, e o Richard cruzamos a linha de chegada juntos. Caracas, uma das maiores emoções da minha vida. Tinha uma galera que estava há mais de 3 horas me esperando, correram junto comigo no km final e depois pularam a barreira de ferro e me encontraram na entrega de chips, não tinha segurança suficiente para barrar aquilo tudo rsrs.
Parte da galera que pulou a cerca para terminar a prova comigo
Bem, não dá pra descrever tudo que se passou, lendo assim parece que foi fácil, mas teve muito vento contra, muita gente andando no final (desestimula e estimula ao mesmo tempo), muita dor na perna, sinais de bolha. Mas pelo menos o clima estava agradável, nublado com cerca de 20 graus.
Agora tudo é festa estou em casa de pernas para o ar no sofá esperando a dor passar. Sem querer ser hipocondriaca mas já tomei um Tandrilax, dorflex e um remédinho para dormir e nada da dor passar e o sono chegar.
Então vou aproveitar o tempo para agradecer a TODOS que me acompanharam nesta gostosa loucura:
- a Deus que me deu saúde e disciplina para realizar meu sonho, mesmo não sendo merecedora de tanto amor. Toda honra e toda Glória seja dada a Ele.
- Minha família que no início achou uma loucura e me provaram para ver se era realmente isso que eu queria. Depois que disse sim, me deram apoio total. Inclusive indo ao Rio comigo. Os que não foram estavam 100% comigo em pensamento.
- A meu grande incentivador: Treinador Marcos Falcon. Ele que me mostrou que era possível correr uma maratona que não iria me arrepender. Não posso negar que ele foi muito duro comigo, mas só funciono na porrada rsrs. Você e suas planilhas foram nota 10 profs.
- A minha Personal Emmily Galvão que há 5 anos luta comigo, me pegou numa fase que odiava exercício e me deu todo o apoio.
- A Melissa e Elisa que compartilharam alguns longões comigo, fazendo até algumas loucuras de correr debaixo de pé d'agua, começar a correr mais tarde para finalizar comigo e até deixar de ir a baladas na sexta.
- A meus amigos que entenderam minha vida social teve que diminui nos últimos meses e que continuaram me amando e torcendo por mim rs.
- Meu amigos blogueiros que dedicam parte do seu tempo para comentar e dar o maior incentivo. Isso foi esscencial. Todos os post's e mensagens. E aqueles que tive oportunidade de conhecer possso dizer que foi algo quase sobrenatural rs. ESpero um dia ter oportunidade de conhecer todos.
- Não quero esqucer de ninguém então pode reclamar se não foi citado, ainda estou sob efeito da endorfina :)
Amiga querida que me encontrou no Leblon e ainda correu comigo. Orgulho!!!
Abraço dos amigos na chegada não tem preço
Parte da Galera - ao fundo Pão de Açucar
Resultado Final: Não me arrependo nenhum um segundo, faria tudo de novo quantas vezes fossem necessários. Aprendi muito, machuquei muito (quedas com marcas eternas), chorei, ri, briguei, brinquei, amei, apaixonei, me decepcionei, preguicei, e fui forte o suficiente para conseguir o que eu queria.
Quero deixar um recado, nada é impossível, tudo depende apenas de você não importa sua consição fisica, até cadeirantes tem vez. Não é fácil, mas AS MAIORES VITÓRIAS SUGEM NOS MOMENTOS MAIS DIFICIES. CORRA ATRÁS DOS SEU SONHOS MESMO QUE PAREÇAM IMPOSSÍVEIS E DISTANTES. TUDO É POSSIVEL COM DISCIPLINA E DETERMINAÇÃO.
Fiz em 4h53. Depois posto os dados Garminicos.
E quanto ao amanhã, eu penso amanhã ;)
Ps: Encontrei o Jorge Ultramaratonista antes da largada e almocei com o Ailton.
Ps 2: Putz nunca tomei tanto Carb up na vida. Não quero ver aquele troço tão cedo. Foram uns 7 arrrg... coisa horrora... e eu achava tão gostoso.
Quase 2 da manhã, vou para cama que apesar de tudo isso meu chefe (pai) é carrasco e não permite faltar ao trabalho. Só estou com medo de domir e não acordar mais rsrs.
AMIGOS, VAMOS FAZER PARTE DO SELETO GRUPO DE MARATONISTAS NO BRASIL. FORÇA QUE VALE PENA!!!
Assinar:
Comentários (Atom)
