Era uma vez uma futura maratonista com um sonho muito distante de completar os 42.195 km. Tudo começou em 2008 com uma vontade de mudar de vida e transformar lazer em benefício estético e psicológico. As pequenas corridas foram completadas e os objetivos sempre aumentando. Em julho de 2010 tudo mudou, virei maratonista e comecei a sonhar com as ultras distâncias. Em julho de 2012 virei oficialmente Ultra e agora planejo futuras distâncias que me desafiem cada vez mais. Me descobri desesperadoramente apaixonada por km's.

Agora tenho o ano de 2013 inteiro para fazer o que for preciso para quem sabe ser aceita na BR 135 Solo em 2014. Trabalha e Confia!


Carrego no peito as medalhas e na memória os melhores momentos da minha vida.

Próximos desafios:

03 de Novembro de 2013 - Maratona

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Maratona Cross Contry Buzios - 10.11.2012

Posso afirmar que a Maratona de Buzios dividiu a minha história com a corrida cross em Katryny AB e Katryny DB, depois de Buzios ganhei uma nova visão relacionada ao meu desempenho nesse tipo de terreno.

Passei semanas antes da prova muito preocupada sem saber que estratégia adotar, seguindo planilha sem parar para pensar. O que me travava era a escolha entre fazer essa maratona com duas grandes amigas que estreariam em Maratonas justo nesse tipo de terreno, ou ir em busca de um desafio pessoal. Confesso que essa decisão me deixou mal por algumas semanas, em momento algum elas me pediram tanto, fiz o que pude durante o treinamento delas, mas a situação me incomodava sem ao menos elas saberem. No desafio pessoal estava em jogo minha CONFIANÇA, que andava muito em baixa para morros, as três únicas maratonas de montanha que tinha concluido foram acima de 7hs, claro, chegaram a passar de 2.000 metros de altitude... Mas me incomodava o fato de insistir e achava que estava dando murro em ponta de faca insistindo em algo que não tinha a menor habilidade já que chegava sempre entre os últimos.

Na semana da prova ainda não havia decidido e nem me comprometido (como é dificil para mim não me comprometer, adoro compromissos, mesmo os de grande risco). Foi aí que bati um papo com o Grande Virginio (Rei da Montanha) que me aconselhou a atacar. E assim comecei a mentalizar o ataque rs. Pensei que, já que nunca havia deixado de terminar se quer uma prova, quem sabe essa não será a primeira, vou fazer o possível para me aproximar das seis horas de prova, vou pra guerra, mas pra tentar vencer a batalha e se perder, bola pra frente. O que eu podia ter feito pelas meninas eu fiz, agora era colocar em prática o que aprendemos, foco no portal de chegada.

Dia chuvoso, vendaval, tênis escorregadio, arcada dentária bamba e etc... eram essas as condições na largada... coisas que tentaram me desanimar mas não conseguiram. Era uma chance que poderia me fazer desistir de ser corredora cross. Na largada minha mãe me abraçou e fez uma oração poderosa, e foi assim, fui com Deus! Toda a minha familia muitos amigos presentes, poderiam me tirar do ritmo, mas foco mais uma vez.

Subi, desci, subi, desci, ataquei os morros quando dava e quando não dava subia caminhando (ainda tinha um pouco de juízo), quando chegava na areia imprimia ritmo de 5:40 (treinei bastante na areia), passei na metade do percurso com 2:35, ia aproveitar para dar uma parada e trocar o tênis mas estava tão bem que resolvi continuar. A partir daqui meu irmão que estava fazendo revezamento com meu primo continuou comigo. Ele foi no meu ritmo com aquelas pernas longas dele. Passando ali com 2:35 comecei a vizualizar terminar a prova com 5h40 sem saber que a pior parte ainda estava por vir. Morro de matar, muitos km's de areia com vendaval e chuva e o pior pedras e pedras perigosas que não acabavam nunca, mais de 3 km sem correr. Aqui meu irmão deu cãimbra e pediu para não abandona-lo que ele queria chegar comigo. Pronto! Me ferrei pensei eu rs... paramos, dei uma mariola pra ele dizendo que era o melhor remédio para o problema rs, funcionou durante uns 2 km's. Fomos aos trancos e barrancos, já que eu tinha que puxa-lo até o final e aí quando eu cruzei a linha de chegada, sabe o que eu fiz, DESABEI!!! Chorei horrores, terminei com 5h23, tempo próximo ao da primeira maratona e cheguei inteira, sem sofrer! Fez cada metro dos 42 km valer ouro, minha Confiança subiu e voltei a acreditar que era capaz. E amigas? Chegaram com 5h40 e poucos e com 5h50 e poucos. Orgulho de mais! Arrebentaram!

Sabe, o que não faltam são pessoas para te desacreditar, competir com você instintivamente, colocar pedras pra você tropeçar... Mas na verdade o que importa mesmo é se agarrar ao que você acredita e dar créditos a quem torce pela suas conquistas de coração e não da boca para fora ou por um interesse qualquer. O que se faz com essas, é tratar bem, porque é fato que Deus transfoma qualquer maldição lançada sobre você em benção sobre a sua vida.

Rio de Janeiro, mais o mais vez declaro meu amor por você, faz a minha história nas corridas e me proporciona imagens delirantes e momentos de perder o folêgo!

Chegada com meu irmão e meu primo.


Na boa, depois que comecei a correr virei uma chorona!


Essas são Osso Duro de roer!!! Escolheram estreiar na maratona em estilo Cross, e foram lá e fizeram com raça! Arrebentaram!


Galerão de Vitória!



SE É PRA SER, QUE SEJA ASSIM! INTENSO!


"Não é o crítico que importa, nem aquele que mostra como o homem forte tropeça, ou onde o realizador das proezas poderia ter feito melhor. Todo o crédito pertence ao homem que está de fato na arena; cuja face está arruinada pela poeira e pelo suor e pelo sangue; aquele que luta com valentia; aquele que erra e tenta de novo e de novo; aquele que conhece o grande entusiasmo, a grande devoção e se consome em uma causa justa; aquele que ao menos conhece, ao fim, o triunfo de sua realização, e aquele que na pior das hipóteses, se falhar, ao menos falhará agindo excepcionalmente, de modo que seu lugar não seja nunca junto àquelas almas frias e tímidas que não conhecem nem vitória nem derrota."
T. Roosevelt

5 comentários:

GILMAR FARIAS disse...

Katryny,
O vício de correr longas distâncias está no seu sangue. Se você morasse em Recife, certamente estaria na ACORJA.
Sucesso e parabéns!
Gilmar

elis disse...

caramba!
fiquei arrepiada!
que super relato!
não é o relato de uma prova... é mais intenso: é o relato de uma conquista pessoal, de uma superação!

e essa citação do final é de fazer tremer as estruturas!

é, Katryny... o que não falta é gente querendo colocar rótulos em tudo, até nas pessoas!
mas a gente não precisa de rótulos!
a gente precisa apenas se permitir ser, e sendo, errar os nossos erros, e acertar os nossos acertos!

eu senti que nessa prova você conseguiu provar de si mesma, e percebeu que há esta força dentro de você, que vai te levar exatamente aonde você quer chegar!

vida longa aos sonhos, e aos desafios!

parabéns pela conquista!
conquista de si mesma!

beijão!

Julio Cordeiro disse...

Sem palavras.
Parabéns amiga
Tô muito orgulhoso de vc amiga
Júlio Maratonista Cordeiro

Ricardo Hoffmann disse...

Parabéns guerreira!

Você arrasou em mais uma prova de montanha, e demonstra a força que tem nessas pernas e nessa mente. Que venham os grandes desafios.

Sucesso sempre!!

Katryny disse...

Queridos amigos blogueiros, a minha história sem vcs na corrida com certeza não seria a mesma...
O incentivo de vocês, as palavras de força e apoio me tiram do lugar comum...
Obrigada d+!
Beijo grande

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